2009/09/02

E por falar em inadaptação...

Inadaptação a andar com a casa às costas (e enfiada em sacos do Continente, como descreve muito bem a minha colega Adriana, na mesma situação) é hj ter entrado na garagem e ter ido encontrar um saco com roupa e lá dentro com um outro saco com um líquido escuro que me dá uma ou outra indicação de em tempos ter sido fruta ou vegetais ou ambos... Aquilo veio de Trás-Os-Montes de certeza, mas juro que não fazia a mais pequena ideia que aquilo ali estava. Sei no entanto que no mínimo ali está há 6 semanas... :-(

Eu já devo ter escrito isto aqui 1000 vezes, mas odeio desde o 1º dia a minha estadia forçada em Trás-Os-Montes. Odeio, odeio, ODEIO! Em 2 anos (a 15 de Outubro) não houve 1 único dia em que não me sentisse mal, deprimida e doente por lá estar. Em 2 anos, não houve 1 ÚNICO dia em que achasse que "isto afinal nem é mau de todo", não, todos os dias acho (por 1000 motivos!) que aquilo é horrivel e estou lá somente a consumir-me (literalmente), como que a pagar alguma pena...

O "consumir-me literalmente" está bem patente nos quilos que engordei, no desporto que deixei de fazer, nas rugas galopantes na minha cara e no ritmo a que os cabelos brancos me aparecem na cabeça. Isto não são exageros, são factos.

E a vida continua...

Depois da experiência enédita (e confirmadamente péssima) de passar um mês inteiro em Trás-Os-Montes, mesmo quando no último fim-de-semana tive visitas animadas e durante a última semana tive a minha mãe comigo, aquilo não é para mim e já estava a dar em maluca de lá estar. O humor, tal como o algodão, não engana!
Neste momento passo uma semaninha em casa, para me restabelecer e para ir à consulta das 17 semanas que foi hj. Com o baby tudo bem, com a mãe, alerta vermelho para o peso: às 17 semanas já engordei 5 kg, o que é muito. Isto era uma coisa que eu quase conseguia adivinhar mesmo antes de engravidar... O pior é que nem são os doces, mas sim a comida "a sério", a fruta e os sumos de fruta, principalmente estes últimos que bebo quase por compulsão... Mas enfim, tenho de insistir mais na sopa, nos grelhados e nas saladas, a bem do bebé e de mim mesma, se não quero ficar uma baleia depois do parto!

Em termos da minha vida nos próximos meses, acho que começo finalmente a ver a luz ao fundo do tunel:

- 7 de Setembro - volto para cima
- 25 de Setembro - venho para baixo
- 3 de Outubro - vou para os Açores 1 semana (embora a trabalho, serão as férias que não tive)
- 12 de Outubro - volto para cima
- 30 de Outubro - (se não for antes) volto para baixo
- 1 de Outubro - já não pago o quarto do mês que vem - allelujah
- 2 de Novembro - volto para cima
E a 27 de NOVEMBRO - ACABA-SE A MINHA DESVENTURA TRANSMONTANA! Deus é pai!

Não é que a dúvida do que o que se seguirá à licença de parto não me deixe atenta, mas é impossivel que uma pessoa na casa dos 30, com experiência de trabalho e formação superior não encontre trabalho na 3ª cidade do país e arredores! Mais saídas de casa, só para algo muito, muito, MUITO bom e realmente compensador!

2009/08/16

Ele há coisas...

Jonathan diz:
- i wish it was our baby in a funny way
- i kind of feel related!!

Lançado às moscas

É como isto aqui anda, sim. Há muito que descobri que não sou definitivamente blogueira, pelo menos não para escrever, de todo. Mas neste intervalo, muito se tem passado. Ao fim de muitos e muitos anos de espera (já angustiante) fui presenteada com o estado da gravidez. A ansiedade foi tanta, foi algo que quis tanto, que esperei tanto que acabei por chegar aos desespero e ao inicio do conformismo... Mas eis que a 19 de Maio (;-)) o sonho que tive durante a noite era o meu organismo a dar-me a novidade: "Acabaste de engravidar!"

Desde aí a sucessão de sentimentos: alegria, incredulidade, surpresa, cautela, a reação do pai... Esta última sem dúvida a mais... complicada. No entanto acredito profundamente que tudo não passe do primeiro embate de uma notícia de paternidade a um homem de 61 anos. Uma certeza tenho: este é o homem que sempre quis para pai dos meus filhos e isso não muda seja qual for a reacção dele. Não trocava a paternidade deste meu filho por nenhuma festa de casamento por mais fabulosa que fosse.

2009/06/20

Tempo de:

surpresa
alegria
felicidade
esperanças

mas também de:

cuidado
receio
sustos
cuidados redobrados

2009/06/06

(Quero ter uma) Vida de cão

- Gente desempregada, com idade para ter juízo, que passa as manhãs a dormir, veste, come, fuma do bom e do melhor, faz-se de tadinho porque todos são uns maus e não tem qq vergonha de pedir dinheiro emprestado para manter o nívelzinho.
- Gente em processo de senilidade precoce, mas galopante, que cospe na família e passa a mão no pêlo de quem lhe "chupa" tudo o que pode.
- Um cromo que me faz um convite/proposta aparentemente interessante e 2 dias depois me manda uma troca de emails em que é evidente que fui uma escolha de recurso.
- Logo pela manhã mais uma das infinitas mensagens ambíguas do homem que me tira o sono, a fome, o fôlego, ...

É bem verdade que há dias em que não devíamos sair de casa.
Felizmente tenho um sobrinho maravilhoso e 2 cadelas que me amam incondicionalmente.

Zumbido aleatório

- Em contraponto ap post anterior, um momento de amor com o meu chefe: convidou-me para participar num projecto internacional. Nem sei o que diga... (a ele disse que sim, claro) talvez que devia ser proibido homens lindos serem tão geeks.
- Um homem charmoso É um homem charmoso! E ser lindo não tem mesmo nada a ver... (Visita à Ener........)
- Tenho vontade de apresentar uma reclamação ao criador: acho que aqui a "máquina" não anda a funcionar lá muito bem. Vou esperar mais uns dias e de qq maneira tenho consulta para o fim do mês
- Este país em que se corta uma conta de gás de uma casa de férias com um contrato de 15 anos em que NUNCA havia falhado pagamento nenhum, por causa de 11€ SEM UM TELEFONEMA para os donos, desgosta-me cada vez mais

2009/06/01

Só para a estatística

Dia pautado por mais um momentinho de ódio ao chefe. Ok, ao fim de um ano e meio está mais que visto que não é nada realmente sério, nem os momentos de ódio, nem os de amor. Ambos são intensos mas eminentemente transitórios e ainda bem.
Hj a 2 horas de uma deadline era vê-lo a mudar texto de alhos para bugalhos, escrever compulsivamente um texto altamente limitado nos caracteres, a debitar teorias verdadeiras mas que não se aplicavam à situação (penso eu de que) e mais impressionante ainda, foi vê-lo a debitar de cor regras e formatos de bibliografia! Fiquei para morrer...
Não há ninguém que admire mais o trabalho de quem trabalha em ciência, mas constrage-me ver pessoas (e estou mesmo a referir-me a muitas, muitas pessoas) confundir trabalho com vida e pior, às vezes pôr o trabalho à frente da vida. Acho que é uma questão de posicionamento incorrecto face ao Universo: a generalidade dos seres humanos precisa de trabalhar para poder ter uma vida condigna e confortável, ou seja, o trabalho é subordinado da vida. Vida primeiro, trabalho porque/para poder VIVER feliz.
Qualquer ser humano (normal!) que tivesse ao seu dispor todos os recursos básicos necessários à vida, nunca trabalharia, apenas se dedicaria a fazer o que mais gosta, e desculpem-me mas acho que levar uma vida hermética, definida por regras e mais regras, as necessárias e as inventadas por alguém que já não sabe o que é espontaneidade, não pode ser uma actividade de que alguém goste, mas apenas mais uma das aberrações criadas pelo Homem

2009/05/29

Depois de um ano e meio, não acredito que o estado de angústia em que fico antes de cada ida para cima seja algo susceptível de mudar com o tempo. Se pudesse trazia o trabalho e o chefe para Coimbra e (credo!) como tudo seria diferente!...

Se conheço pessoas (homens!) adultas que não são capazes de fazer uma viagem de trabalho de curta duração sem companhia; pessoas que se sentem angustiadas ao fim do 1º dia do fim-de-semana que foram passar ao lado de lá da fronteira com o namorado, porque é que eu havia de ser diferente e habituar-me à situação (para mim) horrível em que estou? Não sou mais que ninguém e sou até mesmo capaz de ser menos que muita gente.

Antes de mais uma tentativa/possibilidade de uma nova colocação que, não sendo perfeita, me parece muito melhor, questiono-me se não estarei simplesmente a transferir o problema de localização geográfica... Acredito que não, a nova localização é agradável, velha conhecida, perto da civilização (sendo que em si mesma já é civilizada), de vários amigos e do "poiso" de fim-de-semana do Mais-Que-Tudo.
Mais novidades dentro de 2/3 semanas.

2009/05/27

Things that pull me to heaven

- "Ahhh... Que bom!" - sentado na sala a ver futebol enquanto eu fazia o jantar
- "Precisas de ajuda? Sinto-me um nababo, sem fazer nada." - enquanto eu punha a mesa
- "Muito bom!" - apreciação do jantar (e repetiu 2 vezes!)
- o meu nome com o sufixo "zinha"
- n coisas inblogáveis